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Como inovar e crescer com Lean Inception e métodos ágeis?

Como inovar e crescer com Lean Inception e métodos ágeis?

28 de Abril de 2020
 

Photo by You X Ventures on Unsplash

Por Ana Maria Garcia, Product Owner na :hiperstream

Mais que nunca, o mundo passa por uma rápida transformação e quem trabalha com produtos e serviços digitais tem que inovar no mesmo ritmo. Trabalhando com metodologias ágeis e valorizando o lado humano de cada projeto, Ana Maria Garcia, nossa Product Owner, conta sobre o jeito :hiper de abordar o método Lean Inception.

Oferecer soluções que gerem valor para os clientes. Esse é o objetivo da :hiperstream, assim como de muitos outros negócios. Como Product Owner, no entanto, eu enxergo que o desafio por aqui talvez seja mais particular: permanecer inovando, mesmo com um produto pronto.  

De acordo com o que cada cliente busca, trabalhamos para descobrir o que deve ser adicionado, excluído ou mantido para melhorar – e personalizar – as ferramentas. E, para nós, a técnica para fazer essas descobertas, valorizando o alinhamento e a comunicação entre o negócio e nosso time, é o Lean Inception. 

Tem muita gente qualificada falando sobre Lean Inception, como o Paulo Caroli - o site Caroli.org tem uma categoria dedicada ao tema. O artigo da agilista e pesquisadora Natalia Manha também dá destaque a um dilema recorrente, realizar (ou não) uma inception em uma equipe que já sustenta um produto existente.

Quando implementadas, as metodologias assumem uma aparência muito particular, um reflexo do cenário de cada empresa. E é essa a reflexão que quero sugerir hoje: a troca e os aprendizados constantes que só são atingidos por quem experiencia o Lean Inception na prática, como estamos fazendo aqui na :hiperstream.

A quebra de paradigma: não dá para ir direto para a solução

Acredito que a primeira diferença do Lean Inception é percebida de cara. Tradicionalmente, quando somos apresentados a um problema, a reação natural é partir para a execução, em busca de uma resposta imediata. Nesse cenário, é comum se deparar com imprevistos – de uma falha quando o projeto entra em execução até a compra de algum equipamento que impacta o prazo de entrega – que deixam o projeto bem distante de ser enxuto, ou lean.

Se o desafio hoje é fazer mais com menos, não dá para alcançar isso sem entender em profundidade qual é a necessidade do cliente e alinhar o time multidisciplinar na busca pela solução. Só trabalhando assim alcança-se o MVP (produto mínimo viável) proposto pela Lean Inception, uma solução que agregue valor ao negócio e de fato solucione aquela dor, sem desperdício de recursos – sejam eles dinheiro, tempo ou energia da equipe. 

Aqui na :hiperstream quando falamos de um squad envolvido em cada projeto, posso citar desenvolvedores, engenheiros de software, equipes de produção e de professional service e Product Owners, além de marketing e segurança da informação. Também existe um trabalho desenvolvido pelas áreas de marketing e produtos sobre personas e jornada do usuário que ajuda a encurtar a abordagem do Lean Inception, ao mesmo tempo em que o time de customer experience (CX) abastece as informações com o que acontece na vida real ou traz novos cenários de personas/jornadas que surgem dos projetos.

O papel dos Project Owners é fundamental para facilitar a comunicação e a troca entre todos. E, desde que passamos a realizar workshops Lean Inception com todo o time envolvido no projeto, pudemos perceber evolução nos resultados e na eficiência da equipe. O desafio de muitas empresas é quebrar esses silos para o trabalho em conjunto acontecer.

Lean Inception na prática na :hiperstream

Em momentos de crise, as mudanças acontecem mais rápido. E temos um exemplo bem atual de como o mindset Lean apoia transformações assim. Neste cenário da Covid-19, nossos clientes que enviam faturas têm um novo dilema: garantir o envio e minimizar riscos, como o contato com o papel e a indisponibilidade dos serviços de entrega. 

A resposta para contornar isso foi priorizar o WhatsApp. E o desafio era aumentar em 500 vezes o volume de faturas enviadas por este canal digital, mesmo sem conhecer a jornada dos clientes que, até então, optaram pela fatura impressa. 

Seguindo o framework da Inception, em duas semanas chegamos ao MVP, que contempla todas as funcionalidades e infraestrutura necessárias para permitir os disparos. E, com o produto já em execução, tivemos a oportunidade de testar o MVP – aprendendo com dados sobre o comportamento dos usuários e aprimorando a solução.

Outro exemplo? Um de nossos produtos, o CCM (Customer Communication Management), permite identificar como acontecem as consultas dos documentos de comunicação financeira em nossa biblioteca. Por meio disso, um de nossos clientes identificou que o modelo de fatura que a equipe de atendimento acessava era diferente do visualizado pelo consumidor, prejudicando a experiência do usuário.

Usamos a abordagem Lean Inception para olhar para o mapa da jornada do cliente e desenvolver um projeto para espelhar a mesma fatura que o Cliente recebe no seu canal de preferência, para  alcançar melhores resultados no relacionamento entre empresa e o consumidor final. É um processo em andamento que, em breve, poderemos medir os resultados também.

Algo em comum entre esses dois casos é que o cliente também fez parte do time multidisciplinar, um fator que, sem dúvidas, contribui para dar certo. Mas é importante considerar que, quando envolvemos clientes e fornecedores, é possível respeitar o modo de trabalho deles, que talvez não sigam a mesma metodologia, e, ainda assim, sair das reuniões com as informações necessárias para aprimorar nossos projetos.

O lado humano da mudança

Falar sobre colaboração no ambiente de trabalho não é novidade, mas é sempre bom ressaltar: todas essas pessoas são importantes para chegar à melhor solução. Sem elas, você entrega – mas não será o melhor, nem o MVP.

Olhando para trás, vejo que chegar a este momento não foi fácil. O método Lean Inception, por si só, não é simples; as transformações técnicas e, principalmente, humanas (que, particularmente, gosto muito de observar) são um desafio. Trata-se de um movimento em que todo o time precisa aprender a ouvir, compartilhar e saber quando ceder. Continuamos evoluindo a cada projeto.

 

"Os desenvolvedores, arquitetos e engenheiros de software são os principais responsáveis pela inovação, conseguem trazer ideias fora da caixa e soluções que outros não pensaram. Mas é preciso que eles tenham a visão completa da jornada do usuário e das dores a fim de ter a melhor interpretação possível do cenário real. E isso só é conquistado com envolvimento completo do time", Ana Maria Garcia.

 

Quando trabalho com uma metodologia, eu me preocupo menos com termos e mais em adaptá-la de acordo com nosso negócio e nossa cultura. Aqui na :hiperstream somos human-first, e é esse o olhar que demos para o Lean Inception: mais empatia, colaboração e proatividade nos levam aos melhores resultados. Já pensou em tentar isso com seu time e parceiros de negócio?

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